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Aborto Espontâneo

Embora a maioria das gestações decorra sem incidentes, ocasionalmente as coisas não correm como o planejado, gerando-se um clima de tensão e ansiedade junto do casal e o restante das familias.

Não existem estatísticas exatas relativas aos abortos espontâneos, mas as pesquisas médicas demonstram que cerca de 80% das mulheres abortam nas primeiras 12 semanas de gestação.

Em muitos casos, a mulher nem chega a saber que esteve grávida, pois o aborto ocorre cerca de quatro semanas após o último período menstrual, pelo que passa despercebido.


Sintomas


Na fase inicial de um aborto espontâneo, o sintoma mais comum é o sangramento na gravidez. O sangue decorrente desta hemorragia pode indiciar uma ameaça de aborto. Neste caso, a mulher deve entrar em contato o mais rapidamente possível o seu médico a fim de receber cuidados urgentes.

A situação torna-se mais grave, caso o sangramento na gravidez seja acompanhado de dores nas costas e no abdómen. A mulher pode mesmo sentir contrações intervaladas, semelhantes as dores de parto Nestes casos, o médico tende a aconselhar o internamento hospitalar, na medida em que o aborto pode ter-se tornado inevitável.

Nos últimos meses de gravidez, qualquer perda de sangue pela vagina é uma grande preocupação, podendo indiciar problemas com a placenta , como por exemplo o início da separação da placenta do colo do útero ou o posicionamento desta na parte inferior do ventre, mais conhecida por placenta prévia. Em ambos os casos, costuma haver necessidade de proceder a um parto por cesariana .


Causas

 

O aborto espontâneo pode ter as mais variadas causas - anomalias no feto, infecções, problemas na placenta e/ou no útero -, mas estas tornam-se irrelevantes comparadas com a dor sentida pelo casal que passa por essa experiência.

Os dias, semanas e meses que se seguem a um aborto são extremamente difíceis, sobretudo se esta não foi a primeira perda ou se a gravidez foi alvo de um cuidado planejamento .

Estratégias para lidar com esta situação

Há dois aspectos que o casal que passa por esta situação não deve menosprezar, se pretende seguir em frente com a sua vida e com o seu projeto de aumentar a família:

  • Evitar os sentimentos de culpa - Nem a mulher nem o homem podem ser responsabilizados pelo que aconteceu. O casal deve evitar os sentimentos e pensamentos negativos e tentar conversar sobre o assunto, por mais difícil que seja, e deve fazer o possível para superar essa perda. Dê tempo ao tempo.
  • Aconselhamento psicológico - Com a ajuda do psicólogo, o casal percebe que não deve rejeitar os seus sentimentos e emoções, devendo antes falar sobre os mesmos.

Além das sessões com o psicólogo, o casal não deve se isolar do resto do mundo, devendo ao invés procurar outros que já tenham passado pelo mesmo, para desabafar e partilhar sentimentos.


O aborto não afeta a capacidade da mulher de engravidar num futuro próximo. A maior parte das mulheres que já sofreu um aborto desenvolve, mais tarde, uma gravidez saudável.

Mas atenção. Embora não haja qualquer inconveniente em tentar engravidar depois de um aborto, os médicos aconselham a esperar cerca de 3 a 6 meses para reduzir o risco de outro aborto.

Se, por um lado, a recuperação física da mulher é essencial para o sucesso de uma nova tentativa de gravidez, o mesmo acontece em relação ao seu estado emocional.

Antes de voltar a tentar engravidar, a mulher, juntamente com o companheiro, deve ter a certeza de que estão preparados psicologicamente para o fazer.

Quando o casal decide tentar mais uma vez, a mulher deve seguir quatro regras básicas para que a nova gravidez corra pelo melhor:

  • Manter uma atitude positiva em relação à nova gravidez (esquecer o passado e pensar no futuro).
  • Descansar bastante .
  • Evitar o stress.
  • Desabafar as suas ansiedades e preocupações com o companheiro e, caso seja necessário, com o próprio médico.

A mulher deve ainda seguir uma dieta nutritiva e, se for caso disso, alterar certos hábitos de vida relacionados, por exemplo, com o consumo de álcool , café e tabaco .

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